10 de abril de 2020
Folha de S.Paulo
Onda de confisco põe em risco segurança alimentar
Medidas judiciais e administrativas em vários estados vêm comprometendo o planejamento de hospitais, laboratórios e da indústria farmacêutica na distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) a seus profissionais de saúde e funcionários.
Em alguns casos, até decisões da Justiça do Trabalho, com base em ações coletivas, chegaram a determinar o fornecimento de materiais de proteção a outros profissionais fora da área da saúde, como funcionários de edifícios, porteiros e seguranças em prazos de 24 horas ou 48 horas, sob pena de multas.
A falta de critérios definidos que autorizem esses e outros tipos de confisco —na maior parte amparados por decretos estaduais ou municipais— levou 11 entidades da área médica a pedirem intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça.
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O Estado de S.Paulo
SP tem 30 mil testes do novo coronavírus à espera de resultado
Boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde de SP mostra que, uma semana após o governador João Doria (PSDB) anunciar uma força-tarefa para acelerar a análise dos testes de coronavírus que ainda aguardam resultado, o Instituto Adolfo Lutz acumula cerca de 30 mil exames na fila para investigação, mais do que o dobro da demanda reprimida registrada quando a ação foi anunciada pelo governo. Entre os testes ainda não finalizados, há amostras que foram enviadas ao instituto em meados de fevereiro. O número atual de exames na fila é 150% superior ao registrado no dia 30 de março. O cenário de demora na análise das amostras colhidas atrapalha o controle do surto porque impede que os números reais da circulação do vírus sejam conhecidos. A Secretaria Estadual da Saúde afirmou que o Instituto Butantã passou a ser o responsável por articular a rede de laboratórios. O instituto informou que o governo estadual mobilizou 45 laboratórios e que, quando estiver em plena capacidade, a rede fará 8 mil exames diários.
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O Globo
Circulação de pessoas cresce, e autoridades planejam novas medidas
Embora o número de casos e de mortes por Covid-19 esteja crescendo, várias capitais tiveram aumento de circulação de pessoas. A maior velocidade de contágio reforça a previsão do Ministério da Saúde de que o pico da epidemia ocorra entre fim de abril e início de maio no Rio e em São Paulo. Autoridades planejam endurecer medidas para quem desobedecer às regras de isolamento social, que permitem circulação só de trabalhadores de serviços essenciais. No Rio, o prefeito Marcelo Crivella pediu ajuda da PM para dissolver aglomerações. Em São Paulo, onde a adesão ao isolamento caiu a 50%, o governador João Doria disse que poderá mandar prender quem estiver nas ruas.